Flávio Rocha se filia ao Novo, mas mantém silêncio sobre candidatura ao Senado

A filiação do empresário Flávio Rocha ao Partido Novo no Rio Grande do Norte reposiciona o cenário político local da Direita, embora ainda cercada de incertezas — movimento que já havia sido antecipado aos leitores do blog Território Livre desde a última segunda-feira, 30 de março.

Dono do Grupo Guararapes e com histórico como deputado federal, Rocha transferiu seu domicílio eleitoral para o Estado e passa a ser apontado como possível nome ao Senado, articulação que contou com apoio do diretório nacional da sigla e do governador mineiro Romeu Zema.

Apesar da movimentação, faltando cerca de seis meses para o pleito, Flávio Rocha ainda não declarou publicamente se será candidato. Nos bastidores, sua postura discreta contrasta com a expectativa criada dentro do Novo.

ROGÉRIO MARINHO DESCARTOU CANDIDATURA DE ROCHA 

Outro fator relevante é o alinhamento das forças da direita no Estado. O grupo liderado pelo senador Rogério Marinho já sinalizou prioridade a uma composição majoritária com Styvenson Valentim e Coronel Hélio, o que reduz o espaço imediato para o nome de Rocha dentro desse bloco.

Mesmo diante desse cenário, o empresário não avançou em conversas com o grupo do prefeito Allyson Bezerra, ligado ao União Brasil do ex-senador José Agripino Maia, que desponta como alternativa de Centro.

A recusa reforça a leitura de que Rocha tende a se manter no campo da direita alinhada ao bolsonarismo no Estado, ainda que em posição secundária.

Sem definição pública de candidatura e fora das prioridades iniciais das principais alianças, o movimento de Flávio Rocha levanta uma questão central no tabuleiro político local: optar por um papel de coadjuvante em uma chapa já desenhada ou buscar protagonismo em outro campo?

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