Governo projeta salário mínimo de R$ 1.717 e prevê superávit de 0,5% do PIB

O governo federal trabalha com uma estimativa de salário mínimo de R$ 1.717 para 2027 na elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), segundo integrantes da equipe econômica. O valor representa um aumento de 5,9% em relação ao piso vigente em 2026, de R$ 1.621.

O PLDO deve ser enviado ao Congresso Nacional na próxima quarta-feira, acompanhado da meta fiscal de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A proposta estabelece os parâmetros gerais para a elaboração do Orçamento do ano seguinte, incluindo projeções de receitas, despesas e regras fiscais.

Apesar da estimativa, o valor oficial do salário mínimo para 2027 só será definido no fim de 2026. O cálculo seguirá a política de valorização retomada em 2024, que combina a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) com ganho real de 2,5%.

O piso nacional tem impacto direto sobre uma ampla gama de despesas públicas e privadas. Além de servir de referência para trabalhadores com remuneração atrelada ao mínimo, o valor é utilizado no cálculo de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Também são influenciados pelo reajuste o piso do seguro-desemprego, contribuições previdenciárias de microempreendedores individuais (MEIs) e indenizações pagas por meio dos Juizados Especiais.

Do ponto de vista fiscal, o reajuste do mínimo exerce pressão relevante sobre as contas públicas. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) são vinculados ao piso, o que amplia o impacto de qualquer aumento sobre as despesas obrigatórias da União.

A definição do valor final dependerá do comportamento da inflação ao longo de 2026 e da confirmação das premissas econômicas consideradas pelo governo na elaboração do PLDO.

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