A adolescente com suspeita de uma nova forma de hepatite de origem desconhecida não sobreviveria por mais de dois dias se não tivesse passado por um transplante de fígado, realizado na sexta-feira (20). A avaliação é do médico Cláudio Lacerda, chefe da equipe da unidade de transplante de fígado do Hospital Oswaldo Cruz, no Recife, onde ocorreu a cirurgia.
Maria Iasmim, 14, deixou a cidade de Caruaru (PE) no último dia 18 rumo ao hospital para passar passar pelo procedimento. Ela se recupera bem.
“Sem um transplante ela provavelmente só iria sobreviver de 24 a 48 horas. Foi muita sorte porque a conseguiu listá-la como prioridade no país”, diz Lacerda, que também atua como professor titular de cirurgia abdominal da UPE (Universidade de Pernambuco).
Segundo o professor, a equipe do Recife precisou acionar o Sistema Nacional de Transplantes, com sede em Brasília, que aceitou e conferiu prioridade ao caso da garota. “Aí surgiu um fígado compatível de um homem de 30 anos. A família permitiu, e a equipe fez a retirada.” Uma equipe de 20 profissionais acompanhou a cirurgia. O órgão levado ao Recife em um voo da FAB (Força Aérea Brasileira).


