Irritado, Tarcísio convoca entrevista de improviso para negar ação do “PCC” em bebidas com metanol

Irritado, o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) convocou uma entrevista coletiva de improviso no início da tarde desta terça-feira (30) após o governo Lula anunciar uma série de medidas contra a comercialização de bebidas batizadas com metanol que já deixaram 3 mortos em São Paulo.

Por volta das 10h30, ao lado do ministro Ricardo Lewandowski (Justiça), que anunciou a entrada da Polícia Federal (PF) no caso, Alexandre Padilha (Saúde) chamou a atenção para a possível atuação de organizações criminosas na adulteração das bebidas, que podem estar sendo distribuídas em outros estados. O ministro ainda divulgou uma série de medidas tomadas pelo governo Lula junto aos consumidores e profissionais de saúde.

Ao perceber que o governo federal tomou à frente da questão, diante da inação no Estado, Tarcísio enviou às 12h21 um comunicado para a “[entrevista] coletiva com o detalhamento das medidas que estão sendo adotadas pelo Governo do Estado de São Paulo no combate a intoxicação por metanol e investigação dos envolvidos”, iniciando a live automaticamente ao lado de Guilherme Derrite, Secretário de Segurança Pública, e outras autoridades do Estado – todos demonstrando claro constrangimento. Na agenda oficial, não havia nenhuma alusão à entrevista.

Logo no início, o governador citou dados recém divulgados pela CNN – sem consultar sequer a base de dados do próprio governo paulista – e anunciou um “gabinete de crise”, sem detalhar qualquer ação que será tomada pelo coletivo.

Em seguida, mostrando extrema irritação, Tarcísio negou o envolvimento do crime organizado na adulteração das bebidas, que estão provocando pânico no Estado e gerando prejuízos ao comércio – já que os consumidores estão com medo de consumir as bebidas.

“Tem-se especulado sobre, e aí agora tem esse negócio em São Paulo, tudo que acontece é PCC”, disparou, dando chilique. “Tem especulado sobre a participação do crime organizado nessa adulteração de bebida. Só para deixar claro, não há evidência nenhuma de que haja crime organizado nisso”, emendou, sem citar a entrevista pouco antes de Padilha sobre as ações do governo federal.

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