Uma jovem de 19 anos foi internada e colocada em isolamento com suspeita de monkeypox em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que ressaltou não haver, até o momento, confirmação da doença no município.
De acordo com a pasta, a paciente procurou atendimento no último dia 20 em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), apresentando sintomas que motivaram investigação clínica. Ela permanece isolada, medicada e em leito clínico, com quadro considerado estável.
A Secretaria informou ainda que todas as medidas adotadas seguem os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Amostras para exames laboratoriais já foram coletadas e enviadas para análise em Natal.
O município acompanha a evolução do caso e aguarda disponibilidade de vaga para possível transferência da paciente ao Hospital Rafael Fernandes, unidade de referência para casos em observação na região.
NOTA
A Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que não há caso confirmado de monkeypox no município.
Esclarece que uma paciente, de 19 anos, deu entrada no último dia 20 em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro clínico em observação.
A paciente encontra-se isolada, medicada e em leito clínico, com quadro estável.
O atendimento segue os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Exames laboratoriais foram realizados e encaminhados para Natal para análise.
A Secretaria Municipal de Saúde acompanha o caso e aguarda vaga para transferência da paciente para o Hospital Rafael Fernandes, unidade de referência para atendimento de casos em observação.
Secretaria Municipal de Saúde
24 de fevereiro de 2026
Foto acima: Simulação
Saiba o que é a doença?
É uma zoonose viral, ou seja, uma doença que se transmite de animais para os humanos por meio de um vírus. Nesse caso, o vírus Monkeypox, do gênero ortopoxvírus – o mesmo da varíola humana – causa a doença.
A doença recebeu esse nome porque os pesquisadores a identificaram pela primeira vez em um grupo de macacos. Entretanto, esse tipo de vírus ocorre com mais frequência em roedores.
Quais são os sintomas?
Os sintomas mais comuns são:
Bolhas e feridas na pele (que passam por diferentes fases)
Febre e calafrios
Dores de cabeça, no corpo ou nas costas
Cansaço excessivo
Gânglios inchados
Em alguns casos, os sinais podem ser mínimos ou até confundidos com o de outros problemas de saúde. Já em casos mais graves, principalmente em quem problemas no sistema imunológico, as complicações podem gerar pneumonia, sepse, encefalite (inflamação do cérebro) e infecção ocular.
Por isso, é muito importante não fazer um autodiagnóstico e procurar ajuda médica para seguir com o tratamento adequado.
Como ela é transmitida?
Apesar da grande preocupação, existe muitos mitos em torno da Varíola dos Macacos, principalmente sobre a sua transmissão.
De acordo com a OMS, a doença é transmitida principalmente através do contato direto com a pessoa infectada, seja pelas lesões na pele ou secreções respiratórias, mas também é possível através de objetos contaminados.
Já a transmissão de animais para as pessoas acontece em casos de mordida ou contato com secreções e sangue de animais infectados, principalmente de roedores.
Existe grupo de risco?
Esse é um outro ponto que tem gerado dúvidas e é importante destacar que qualquer pessoa pode ser contaminada com o vírus.
Muito tem se falado sobre a transmissão através do sexo, mas a doença não é classificado como uma IST e não pode ser prevenida com camisinha (o preservativo, entretanto, ajuda na prevenção de diversos outros problemas!).
Como me prevenir?
A forma mais eficaz de prevenção inclui hábitos parecidos com o que temos que ter contra a COVID-19. Dessa forma, é importante continuar com o uso de máscaras, manter certo distanciamento entre as pessoas, fazer corretamente e regularmente a higienização das mãos, além de evitar contato com pessoas infectadas.
Já sobre a vacinação, que muita gente tem procurado sobre: atualmente ainda não existe uma vacina específica para a prevenção da doença, mas estão sendo realizados estudos em torno da vacina da varíola humana.
A doença tem cura?
Sim, a Varíola dos Macacos tem cura e é possível que ela se resolva sozinha – com os sintomas durando de 2 a 4 semanas. Entretanto, isso não quer dizer que a ida ao médico seja dispensável!
Além de ser importante para adotar medidas que diminuam a transmissão, o médico especialista pode avaliar a necessidade de um tratamento com medicação para controlar os sintomas e evitar casos mais graves.
O diagnóstico pode ser confirmado por meio de um exame de PCR, que está disponível no Centro Médico Pastore.


