Com Mendonça, STF terá ministro terrivelmente leal a Bolsonaro até 2048

Seja como ministro da Justiça, seja como titular da AGU (Advocacia Geral da União), André Mendonça tem se mostrado um aliado terrivelmente fiel ao bolsonarismo em sua passagem pelo governo do capitão.

A postura de cão-de-guarda, em oposição à sua figura franzina e quase tímida, rendeu ao hoje chefe da AGU duras críticas dos pares, como o uso excessivo da Lei de Segurança Nacional para investigar adversários do presidente. Dois dos inimigos da pátria eram cidadãos do Tocantins que bancaram um outdoor dizendo que Bolsonaro valia menos do que um pequi roído.

instrumento dos tempos da ditadura foi usado contra os mentores da mensagem e também cartunistas que desagradam o governo. Coisa de república bananeira.

Ao gosto do chefe, Mendonça já declarou, ao defender a reabertura de templos e igrejas na pandemia, que “verdadeiros cristãos estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião e de culto”. (Não estão, como atesta este autor, que é cristão e filho de catequista).

A disposição em replicar as ordens do chefe rendeu a ele uma passagem só de ida para o Supremo Tribunal Federal.

Mendonça será indicado pelo presidente para substituir o recém-aposentado Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal.

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