Juiz fala em “contornos de interferência” e envia caso dos pastores ao STF

Em novo despacho, Renato Borelli acolhe pedido do MPF e encaminha caso ao Supremo, baseado em conversas de Milton Ribeiro interceptadas pela PF.

Depois de ter sua decisão sobre as prisões de Milton Ribeiro e demais pastores derrubada no TRF-1, o juiz Renato Borelli resolveu enviar os autos da Operação Acesso Pago ao Supremo Tribunal Federal. Em seu despacho, ele alegou ter vislumbrado “eventual conhecimento das apurações com contornos de interferência”.

Borelli se baseou em pedido do MPF que cita trechos de conversas de Ribeiro com terceiros interceptadas pela Polícia Federal. Nos trechos, o ex-ministro diz que tinha receio de sofrer busca e apreensão. “Ele acha que vão fazer uma busca e apreensão… em casa… sabe… é… é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios, né…”

Para o Ministério Público, Ribeiro teria obtido informação da investigação por autoridade detentora de foro privilegiado. O caso foi encaminhado à ministra Cármen Lúcia.

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O magistrado determinou também o fim das interceptações telefônicas e a retirada do sigilo dos autos.

O Antagonista*

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