Manifestantes realizaram atos nesta quinta-feira (13) em diversas cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, contra o projeto de lei que equipara o aborto a homicídio, e argumentam que a aprovação da proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, vai colocar em risco a vida de milhares de brasileiras, especialmente meninas, que são as principais vítimas da violência sexual no país, além de desrespeitar os direitos das mulheres já previstos em lei.
O Projeto de Lei 1904/24 prevê que o aborto realizado acima de 22 semanas de gestação, em qualquer situação, passará a ser considerado homicídio, inclusive no caso de gravidez resultante de estupro. A pena será de seis a 20 anos para mulher que fizer o procedimento.
Atualmente, a legislação permite o aborto ou a interrupção de gravidez em casos em que a gestação decorre de estupro, coloca em risco a vida da mãe e de bebês anencefálicos. Não está previsto um tempo máximo da gestação para que seja realizado. Na legislação atual, o aborto é punido com penas que variam de um a três anos de prisão, quando provocado pela gestante; de um a quatro anos, quando médico ou outra pessoa provoque um aborto com o consentimento da gestante; e de três a dez anos, para quem provocar o aborto sem o aval da mulher.
SENSACIONAL! Mulheres na Avenida Paulista contra O PL DO ESTUPRADOR.#PLdoEstupradorNão #CriancaNãoÉMãe pic.twitter.com/x23rEcpqQR
— Lázaro Rosa 🇧🇷 (@lazarorosa25) June 13, 2024
Ato no centro de Florianópolis (SC) contra o PL 1904, chamado por 8M SC e Frente Catarinense pela Legalização do Aborto.#CriançaNãoÉMae#PL1904Não#atocontrapl1904#PLdoEstupradorNão pic.twitter.com/h7qUFzaDzE
— Portal Catarinas (@PortalCatarinas) June 13, 2024
Criança não é mãe e estuprador não é pai. Vamos enterrar esse projeto na base da pressão popular! pic.twitter.com/ESDJR2HihZ
— Guilherme Cortez (@cortezpsol) June 13, 2024


