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Marketing, constrangimento e pré-campanha: uma semana difícil para o PT no RN

Na política do Rio Grande do Norte, tem gente que passa a vida tentando construir uma história e tem gente que prefere pegar uma identidade emprestada. O pré-candidato do PT ao governo, Cadu Xavier, escolheu a segunda opção. Debaixo das asas da governadora Fátima Bezerra, que carrega nas costas uma rejeição pesada dos potiguares, Cadu tenta colar no eleitor o título de “Cadu de Lula”. O problema é que o apelido não cabe no candidato. Falta carisma, falta aquele calor do povo. Cadu continua sem força nas ruas, falando para poucos e tentando fazer o povo esquecer que ele passou sete anos comandando a Secretaria de Tributação. Sim, o homem do “Cadu de Lula” é o mesmo Cadu do ICMS, aquele que jurava de pé junto que aumentar o imposto era a única saída para salvar as finanças do estado. O imposto subiu, o custo de vida do potiguar disparou, e a melhora prometida ficou só na conversa.

Para piorar a situação da pré-campanha governista, o último evento do PT em terras potiguares virou piada de bastidor. A turma do PT local armou uma rasteira nos bastidores: o plano era dar um “gelo” em Rafael Motta, do PDT, e esconder o homem lá no fundo do palco. Tudo isso para colocar a vereadora Samanda Alves em destaque para a disputa do Senado. Só que o feitiço virou contra o feiticeiro. O presidente Lula, que não é bobo e achou que tinham apenas esquecido o rapaz no escanteio por puro erro de organização, quebrou o protocolo e chamou Rafael Motta para o meio do palco. A cara de Cadu Xavier vendo o presidente puxar o concorrente de outra sigla para o centro dos holofotes foi impagável. A maldade foi do PT do RN, mas quem passou a vergonha inteira e ficou com cara de tacho no palanque foi o pré-candidato oficial.

Enquanto Cadu perde tempo em discursos mornos e ataques previsíveis, do outro lado o jogo é bem diferente. Álvaro Dias (PL), que saiu da prefeitura de Natal com a popularidade lá em cima, resolveu mostrar como se faz política caminhando e ouvindo as bases. O apelido “Álvaro do Povo” não veio por decreto de marqueteiro, veio do termômetro das ruas. O ex-prefeito tem andado pelos municípios, fechando alianças fortes e consolidando apoios de peso que dão corpo à sua pré-candidatura.

O grande exemplo disso foi o estrondo que Álvaro causou em sua terra natal, aqui em Caicó. Jogando em casa e com a praça cheia, o pré-candidato mostrou que tem força própria e não precisa de muleta política nem de padrinho de fora para ser carregado. Enquanto o candidato do governo representa a continuidade de uma gestão estadual que o povo quer distância, Álvaro Dias se firma nas pesquisas e nas conversas de calçada como a única alternativa real e viável para arrumar a bagunça em que o Rio Grande do Norte foi enfiado.

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