O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta quinta-feira 28 que a megaoperação deflagrada, composta por três operações distintas, está entre as maiores do mundo. Segundo ele, “uma operação desta envergadura só pode ser levada a cabo pelo governo do Brasil, porque o crime organizado é global e exige atuação integrada em todo o país”.
As operações — Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo; Quasar, da Polícia Federal; e Tank — concentram-se em diferentes etapas da cadeia produtiva dos combustíveis. O objetivo é investigar supostos crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e a possível atuação da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em postos, refinarias e distribuidoras.
Ao todo, 350 pessoas físicas e jurídicas são alvos de mandados de busca e apreensão.
Lewandowski explicou que o inquérito foi aberto em 5 de fevereiro e tem como foco a apropriação do setor de combustíveis pelo crime organizado. “Esta concentração de esforços em um problema a ser atacado revelou-se um grande êxito. Futuramente, vamos atacar outros problemas também”, disse o ministro.


