Editorial do Estado de S. Paulo publicado nesta quinta-feira (4) afirma que o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, está “passando vergonha” alinhado “à cruzada do presidente Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral”. Ele segue com “disciplina marcial”, segundo o periódico, “os passos de seu antecessor na pasta, Walter Braga Netto – aquele que, na condição de ministro da Defesa, mandou avisar que não haveria eleições caso não houvesse voto ‘auditável'”.
O jornal lembra que Nogueira enviou um ofício “urgentíssimo” ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas, que estava disponível desde outubro de 2021. “Urgência não havia, a não ser a urgência do ministro da Defesa de causar confusão”.
Para o Estadão, “é muito bom para o País que o Ministério da Defesa tenha decidido se debruçar sobre os códigos-fonte. Quanto mais entidades fiscalizadoras atestarem sua higidez, tanto mais evidente ficará para a sociedade que o modelo brasileiro de planejar e realizar eleições é extremamente seguro e eficaz, e que não por acaso é tido como um paradigma para todos os países democráticos”


