Mulher mencionada em relatório da PF como receptora de dinheiro de conta de empresa pivô da Operação Mederi afirma que recurso foi de venda de galpão

A professora Inêz Martins de Medeiros Viana quebrou o silêncio após ter seu nome vinculado às investigações da Operação Mederi, da Polícia Federal. O inquérito apura um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos na Prefeitura de Mossoró, envolvendo contratos na área da saúde.

De acordo com o relatório da PF, revelado pelo Blog do Dina, Inêz Viana teria recebido um repasse de R$ 100 mil proveniente da conta da Dismed, uma das empresas centrais no esquema de irregularidades. O valor chamou a atenção dos investigadores por ter sido transferido para uma servidora do município durante o período em que as supostas fraudes ocorriam. Ela não teria o perfil de fornecedora da empresa.

Em nota publicada em suas redes sociais, a ex-servidora apresentou sua versão para o depósito. Segundo Inêz, o valor é referente à venda de um galpão da família realizada em 2023. Ela detalha que o imóvel estava alugado e que o próprio locatário teria feito a oferta para a compra definitiva.

“O locatário realizou o pagamento da compra do galpão, apresentando-me, por meio do WhatsApp, um comprovante de depósito bancário. Somente após a repercussão é que fui em busca da documentação e me deparei com um comprovante em nome da empresa investigada”, afirmou Inêz.

Inêz alega que ela não possui (e nem teria obrigação de saber) a relação entre o comprador do imóvel e a empresa Dismed. Inêz reforçou que já entregou às autoridades os contratos, recibos e as conversas de aplicativo que comprovam a natureza comercial da transação.

Inêz Viana aproveitou o comunicado para destacar sua trajetória de mais de 25 anos no serviço público de Mossoró, do qual se encontra atualmente aposentada. Ela refutou qualquer envolvimento com “politicagem” ou esquemas ilícitos, classificando a situação como uma “provação”.

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