O tormento da eventual candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado tem duas siglas que tiram o sono: PF e MP.
Em Mossoró, comenta-se que o prefeito vive dias de expectativa diante do que a Polícia Federal vem analisando. Apurações envolvendo conteúdos extraídos de celular, além de imagens e áudios obtidos ao longo de meses de investigação na empresa Dismed, ampliaram o nível de tensão no ambiente político.
Até que a Polícia Federal conclua relatórios parciais ou finais e os encaminhe ao Ministério Público Federal, o cenário permanece indefinido. É esse desfecho que poderá influenciar diretamente o futuro eleitoral do prefeito, inclusive sua viabilidade como candidato ao Governo do Estado.
E o tempo político corre. Até o prazo de registro de candidaturas, muita água ainda passará sob a ponte do Rio Mossoró.
Para aumentar a pressão, o Ministério Público do Rio Grande do Norte também se manifestou favoravelmente à quebra de sigilo bancário e à realização de perícias técnicas em outra frente de apuração. O foco é investigar possíveis irregularidades na publicidade institucional do Executivo municipal, incluindo contratação de influenciadores digitais e gestão de perfis em redes oficiais.
O conjunto de investigações cria um ambiente de incerteza. Politicamente, o prefeito tenta manter a agenda administrativa e o discurso de normalidade. Nos bastidores, porém, aliados admitem que o fator jurídico hoje é a principal variável da equação eleitoral.
Se nada prosperar, Allyson pode sair fortalecido. Se houver desdobramentos mais graves, o projeto estadual pode enfrentar obstáculos difíceis de contornar.
Por enquanto, o que existe é expectativa. E expectativa, na política, costuma ser o pior dos tormentos.


