Organizações criminosas do Sudeste disputam território no RN, diz Araújo

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed), Coronel Araújo, afirmou que o Estado enfrenta a influência de organizações criminosas oriundas do Sudeste que disputam território em diferentes regiões do País. Segundo ele, a atuação desses grupos também ocorre no Rio Grande do Norte, tanto na capital quanto no interior.

“Nós aqui do Rio Grande do Norte, como o Nordeste e uma grande parte do Brasil, estamos sentindo a influência de organizações criminosas do Sudeste, que vieram para ocupar território e disputar território em todos os estados. Então, no Rio Grande do Norte também acontece esse fato, tanto em Natal, região metropolitana, como interior do Estado”, disse, em entrevista ao programa Meio-Dia na Mix, da Mix FM.

De acordo com o secretário, operações policiais e investigações têm sido realizadas para enfrentar esse cenário. Ele citou ações em áreas como os bairros de Felipe Camarão e Mãe Luíza, em Natal, além do município de São José de Mipibu, na região metropolitana.

“Felipe Camarão foi estabelecido como Território Seguro, que é um programa do Governo Federal, onde financia as diárias operacionais para os policiais. E Mãe Luíza também”, afirmou.

Coronel Araújo informou que as operações resultaram no cumprimento de mandados judiciais e prisões. “Já foram cumpridos vários mandados, feitas várias operações e teremos outras operações em breve para prender esses infratores. Dos mandados que foram cumpridos, a investigação foi feita, todos eles continuam presos”, disse.

Sensação de insegurança

O secretário também comentou a percepção de insegurança entre a população e atribuiu parte desse sentimento à circulação de vídeos e relatos nas redes sociais. “Temos hoje estruturas que não tínhamos antigamente, como, por exemplo, o Instagram. O cidadão tem um celular, filma qualquer ocorrência, o infrator está em cima de uma linha, de um poste, querendo furtar um fio, e diz assim naquele momento: ‘olha aí, está vendo?’. Mas aquele cidadão muitas vezes não liga para o 190 pedindo a polícia”, afirmou.

Segundo ele, a divulgação imediata amplia a percepção de risco. “Quando ele coloca aquela postagem, automaticamente, na cabeça das pessoas, que em todos os lugares estão com celulares acompanhando em tempo real, ou no WhatsApp ou no Instagram, a pessoa fica com aquela sensação de insegurança”, disse.

Câmeras de videomonitoramento

O secretário informou ainda que o Estado passou a utilizar o sistema de videomonitoramento da capital potiguar após acordo com o Ministério Público e a Prefeitura do Natal.

Segundo ele, as imagens são acompanhadas no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Coronel Araújo afirmou que o sistema permite resposta rápida a ocorrências. “Se há necessidade de deslocar efetivo, de imediato o videomonitoramento está vendo e vai ser deslocada uma viatura”, declarou.

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