Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) desenvolveram uma tecnologia capaz de converter gases poluentes, como metano e dióxido de carbono (CO₂), em gás de síntese, matéria-prima utilizada pela indústria energética e petroquímica.
A inovação teve a patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e foi desenvolvida no Laboratório de Tecnologia Ambiental da UFRN (LabTam). O processo cria catalisadores mais eficientes e de menor custo para acelerar a reação química que transforma esses gases em uma mistura de hidrogênio e monóxido de carbono, conhecida como gás de síntese.
Segundo os pesquisadores, o método utiliza catalisadores formados por níquel, ferro e cobalto, metais considerados mais baratos do que os tradicionalmente usados pela indústria, como ródio e paládio. A proposta também simplifica o processo de fabricação e aumenta a durabilidade do material.
A tecnologia é produzida por meio de um método chamado “one-pot”, realizado com combustão assistida por micro-ondas. O processo permite produzir partículas em escala nanométrica, o que contribui para maior eficiência do catalisador.
De acordo com os cientistas, a técnica pode ser aplicada, por exemplo, no aproveitamento de biogás gerado em aterros sanitários ou estações de tratamento, convertendo gases que seriam liberados na atmosfera em energia ou insumos químicos.
O desenvolvimento foi realizado ao longo de vários anos de pesquisa e faz parte de uma tese de doutorado conduzida no laboratório da UFRN, com participação de pesquisadores das duas instituições.
A tecnologia está disponível para licenciamento e parcerias com empresas interessadas em aplicar o processo em escala industrial. Interessados podem entrar em contato com a Agência de Inovação da UFRN (Agir), responsável pela gestão das patentes da universidade.


