Federado com PSDB, Cidadania é contra apoio a Rogério Marinho. “Quem for de Bolsonaro, a gente está fora”, diz líder do partido

O ex-deputado estadual Wober Júnior, líder do partido Cidadania (ex-PPS) no Rio Grande do Norte, afirmou nesta terça-feira (28) que a legenda não vai apoiar o ex-ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho (PL) para o Senado.

Em entrevista à rádio Jovem Pan News Natal, o ex-deputado disse que defende neutralidade na disputa eleitoral, sem entrega do tempo de televisão para nenhum candidato.

O Cidadania está federado com o PSDB pelos próximos quatro anos. Pela lei, os dois partidos não podem seguir caminhos diferentes na eleição. Oficialmente, o presidente estadual do PSDB, deputado Ezequiel Ferreira, tem declarado apoio a Rogério Marinho para o Senado, e a expectativa, até então, era que o partido entregasse seu tempo de rádio e TV para o pré-candidato.

A realidade mudou com a decisão da semana passada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir partidos de formarem coligações diferentes para Governo do Estado e Senado. Ou seja, se o PSDB decidir apoiar Rogério Marinho para o Senado, também teria de apoiar Fábio Dantas (Solidariedade) para o governo, já que PL e Solidariedade fecharam aliança.

Wober Júnior defende a neutralidade. Ele reconhece que, dentro da federação, o Cidadania é minoritário e que não tem como fazer prevalecer seu posicionamento, mas que vai defender a neutralidade para os dois partidos. Ele disse que o caminho para a federação é realmente se manter neutro na disputa.

“Se prevalecer essa posição do PSDB de não fazer opção clara por um candidato, porque tem divergências internas muito forte, eu acho que esse é o melhor caminho. O Cidadania não vota em candidato bolsonarista. É uma posição clara. No Rio Grande do Norte e em nível nacional. Quem for do time de Bolsonaro, a gente está fora”, afirmou.

Sobre a hipótese de o PSDB decidir apoiar formalmente Rogério Marinho, Wober Júnior declarou: “O Cidadania do Rio Grande do Norte não vai votar no candidato de Bolsonaro. Vai votar contra o candidato de Bolsonaro. O Cidadania tomaria outra posição. Não acompanharia o PSDB, no caso de apoiar um candidato bolsonarista. A gente acha Bolsonaro a negação de tudo que há de bom na política”.

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