O potiguar Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, morreu na Turquia antes de retornar ao Brasil em um processo de deportação. A família cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte e questiona informações recebidas de autoridades brasileiras sobre o local onde o corpo foi encontrado. As informações são da CNN.
Empresário e programador, Lucas morava na cidade do Porto, em Portugal, havia cerca de sete anos. Ele estava detido em um centro de imigração turco e, segundo familiares, deveria embarcar para o Brasil no domingo (11) ou na segunda-feira (12).
De acordo com Marcos Medeiros, irmão de Lucas, o último contato ocorreu na quinta-feira (8), quando o potiguar enviou sua localização e informou que estava no centro migratório. A mãe dele chegou a ir ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na manhã de segunda-feira, para aguardá-lo, mas ele não desembarcou.
Família questiona informações sobre a morte
Segundo o relato de Marcos, a família recebeu posteriormente uma ligação de uma pessoa que se identificou como representante do Consulado do Brasil em Istambul. A informação inicial era de que Lucas havia sido encontrado morto em um quarto de hotel na cidade de Esmirna, sem documentos e com drogas ilícitas.
O irmão afirma que, em novo contato, na terça-feira (13), recebeu outra versão: a de que a morte teria ocorrido no centro de imigração. A divergência levou os familiares a pedir esclarecimentos sobre o que aconteceu entre a detenção e a confirmação da morte.
Ainda conforme Marcos, Lucas havia viajado à Turquia para fazer um curso de falcoaria. Dias antes da detenção, ele teria se envolvido em uma discussão de cunho religioso em um bar, onde teria sido agredido e sofrido cortes no rosto. Após o episódio, teria procurado a polícia para denunciar a agressão, mas acabou detido pelas autoridades turcas.
A família registrou um boletim de ocorrência em São Paulo. Uma irmã de Lucas viajou à Turquia para acompanhar o caso e buscar informações sobre as circunstâncias da morte.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que tem conhecimento do caso, mantém contato com os familiares e presta a assistência consular necessária. Até o momento, as informações apresentadas pela família não esclarecem as circunstâncias da morte.


