Presidente da Fiesp: ‘Não existe liberalismo sem democracia e Estado de Direito’

“Não deveríamos estar discutindo a urna eletrônica, e sim uma agenda para o país”, disse Josué Gomes; manifesto organizado pela entidade foi publicado hoje.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva (foto), afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo, que é “natural” que a entidade assine um manifesto pró-democracia.

Não existe liberalismo, economia de mercado ou propriedade privada, valores tão caros à entidade e ao setor industrial, sem que exista segurança jurídica, cujo pilar essencial é a democracia e o Estado de Direito”argumentou o empresário, que é filho de José Alencar (1931-2011), vice-presidente nos dois mandatos de Lula.

Não deveríamos estar discutindo, a esta altura do campeonato, a urna eletrônicae sim uma agenda para o país, como fomentar o desenvolvimento. Não há como ignorarmos a insegurança criada pela contestação da confiabilidade do sistema eleitoral e do Judiciário”, acrescentou.

Como mostramos, no manifesto “Em defesa da Democracia e da Justiça”, publicado hoje em diversos jornais do país, a Fiesp critica “slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento almejados”. 

Subscrevem o documento 107 entidades, incluindo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Câmara Americana de Comércio, a Fecomercio e o Sindusfarma. Também assinaram o texto o jurista Miguel Reale Junior, Michel Temer, o presidente Bradesco, Octavio de Lazari Júnior, entre outros.

O Antagonista*

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