Professores seguem esperando reajuste do Piso em Jardim de Piranhas e encontram erro grave na promoção horizontal

A última quinta-feira, dia 20, foi mais um dia de decepção para os servidores da educação do município de Jardim de Piranhas. A categoria, que esperava começar a receber a primeira parcela do restante do retroativo de 8,9% da Prefeitura, descobriu que a situação não é bem assim. Para que o pagamento seja efetuado, é preciso passar por três sessões da Câmara Municipal. Duas já foram realizadas, faltando uma para concluir o processo. Além disso, foi observada uma manobra em relação à promoção horizontal da categoria, que perderá 1% a cada progressão.

O reajuste de 8,9% é referente ao Piso Nacional dos Professores, obrigatório conforme a Lei 11.738/2008, e está atrasado desde o ano passado. O total do reajuste é de 14,95% e está sendo dividido em quatro parcelas conforme a vontade da Prefeitura. Em 2023, já com atraso, foi concedido 6%, restando os benditos 8,9%, que serão divididos em três parcelas: 2,5% até junho; 2,5% até setembro; 3,95% até novembro. Porém, pode ser que a demora da Câmara Municipal atrapalhe esse cronograma, já que, segundo os próprios professores, os vereadores da situação estão fazendo uma defesa cega do prefeito sem sequer ler o projeto.

Além de cansados, os servidores da educação estão preocupados, pois só têm conseguido que a gestão Rogério Couro Fino atenda os direitos da categoria na base da pressão. Aliás, eles não são os únicos profissionais sendo desrespeitados. Os dentistas da Prefeitura, por exemplo, precisaram entrar em greve para poder receber o que lhes era devido.

Promoção horizontal
Em relação à promoção horizontal, trata-se de um direito de progressão de carreira concedido a cada dois anos. No início da carreira, o servidor começa na letra A e termina na letra J, com 20 anos de atuação. De acordo com o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos servidores de Jardim de Piranhas, cada progressão deveria representar um aumento de 4% no salário base. Acontece que, conforme observado no projeto enviado ao Legislativo, entre as letras B e J o percentual diminuiu para 3%. “Estamos sendo lesadas”, reclamou uma professora.

Durante a sessão da Câmara nesta quinta-feira, o vereador Gutemberg Dantas (Gute) saiu em defesa dos professores, mas foi surpreendido ao saber que a transmissão no YouTube foi interrompida exatamente antes de sua fala. Professores que estavam acompanhando em casa ficaram revoltados, e os que estavam no plenário protestaram. A expectativa é que a próxima sessão seja de muita tensão e expectativa.

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