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Rádio resiste ao tempo, se reinventa e mantém proximidade com o público

O rádio nasceu no Brasil em 1922, com a transmissão da fala do então presidente Epitácio Pessoa em comemoração ao centenário da independência. Desde então, se consolidou como um dos principais meios de informação, cultura e entretenimento, resistindo a todas as previsões de que seria superado por outras tecnologias.

Veja a matéria do repórter Anderson Lopez

Comunicadores experientes confirmam essa trajetória de reinvenção. Fernanda Araújo, que está no rádio desde 1997, acompanhou de perto as mudanças ao longo de quase três décadas de atuação. Para ela, a força do rádio está em sua capacidade de adaptação. “Quando surgiu a TV, diziam que o rádio ia morrer. Depois, com a internet, de novo. Agora falam da inteligência artificial. Mas o rádio não morre, porque aprendeu a colaborar com todas as tecnologias. Onde a pessoa estiver, o rádio também está presente”, afirma.

Miguel Weber, com 36 anos de carreira, também testemunhou a evolução do setor. Ele começou no tempo do vinil, passando pelos cassetes, CDs, DATs e, finalmente, a era digital. “Peguei todas as épocas. A gente chegava para fazer a programação com uma pilha de discos. Depois vieram os cassetes, os CDs, até chegar ao computador. É mágico ver essa transformação. Por mais que o processo evolua, o rádio mantém a proximidade com o ouvinte”, lembra.

Em Natal, essa história de resistência e inovação também se confunde com a trajetória de emissoras locais. Popularmente conhecida como 98FM, a rádio surgiu em 1989 como 89FM. Em 1992, passou a retransmitir a programação da Antena 1, de São Paulo, parceria que durou até 1999, quando ganhou identidade própria e consolidou uma programação popular. Anos depois, o Grupo Dayanatal ampliou sua presença no mercado potiguar e trouxe para o portfólio a Jovem Pan, reforçando ainda mais sua atuação no dial.

Além da presença tradicional no rádio, hoje as emissoras também se expandem para as plataformas digitais, aproximando-se ainda mais da rotina dos ouvintes. Em pesquisa de opinião nas ruas de Natal, muitos relataram que o hábito de sintonizar segue firme. “Todos os dias, quando venho para o trabalho, ligo o rádio para acompanhar o trânsito”, contou um ouvinte. Outra entrevistada destacou a presença constante do meio no dia a dia: “Enquanto faço atividades domésticas, lavo louça ou tomo banho, a rádio está sempre ligada”.

Para outros, a interação direta ainda é o grande diferencial. “Sempre liguei para pedir música, concorrer a ingressos de shows e cinema. O rádio esteve presente em vários momentos da minha vida”, disse outro morador da capital.

Quase um século após sua estreia no Brasil, o rádio continua pulsando forte. Adaptado às novas tecnologias e às novas formas de consumo, mantém viva sua essência: a proximidade e a comunicação direta com o público.

Portal 98FM*

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