A investigação sobre a morte de uma adolescente de 13 anos durante uma transmissão no Discord identificou uma rede que, segundo as autoridades, atraía jovens, incentivava automutilação e suicídio e compartilhava os conteúdos produzidos.
Os investigadores encontraram indícios de atuação do grupo em plataformas como Telegram, Discord, Instagram e TikTok. As redes eram usadas para diferentes etapas, incluindo a comunicação entre os envolvidos, a organização das transmissões e a divulgação posterior dos conteúdos.
A investigação é coordenada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente de Mato Grosso do Sul, em parceria com o Ciberlab, do Ministério da Justiça, e conta com apoio das polícias civis de outros estados.
No caso da adolescente, os investigadores identificaram uma segunda vítima, de 17 anos, que teria sido incentivada pelo grupo a se automutilar e cometer suicídio durante uma transmissão. Ela sobreviveu e encerrou a transmissão.
As autoridades também apuram a participação de integrantes do grupo na abordagem da adolescente de 13 anos antes de sua morte. A análise dos rastros digitais busca identificar os responsáveis e esclarecer a extensão da rede.
O TikTok informou que removeu as contas apontadas pelas autoridades e afirmou que conteúdos que incentivem suicídio e automutilação são proibidos. O Discord também declarou ter desativado um servidor relacionado ao caso e que colabora com as autoridades. A Meta e o Telegram foram procurados, mas não haviam se manifestado até a publicação.
Com informações da Folha de S.Paulo


