IGARN aponta quatro maiores mananciais com volumes entre 37% e 70% da capacidade; 13 reservatórios estão acima de 80% e 14 abaixo de 10%
O Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (IGARN) atualizou, nesta terça-feira (6), os dados sobre as reservas hídricas dos 69 reservatórios monitorados no Estado. O cenário registrado é heterogêneo, com açudes apresentando níveis elevados de armazenamento, enquanto outras regiões, especialmente o Seridó, permanecem com volumes bastante reduzidos. Os dados reforçam a necessidade de manter o acompanhamento permanente e de uma gestão democrática e cuidadosa dos recursos hídricos.
Entre os quatro maiores reservatórios do Rio Grande do Norte, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizada entre os municípios de Açu e Itajá, apresenta atualmente 37,35% de sua capacidade, com volume armazenado de 886.412.890 m³. O reservatório possui capacidade total de 2.373.066.000 m³ e permanece como o maior manancial do Estado.
O reservatório Oiticica, localizado em Jucurutu, está com 70,38% de sua capacidade, correspondendo a 522.684.444 m³ armazenados. Com capacidade total de 742.632.840 m³, o reservatório representa uma importante reserva estratégica para o abastecimento e a segurança hídrica da região do Seridó.
A Barragem Santa Cruz do Apodi, localizada no município de Apodi, registra 68,06% de sua capacidade, com 408.174.250 m³ acumulados. O reservatório tem capacidade total de 599.712.000 m³ e permanece entre os principais mananciais para a segurança hídrica da região Oeste.
Já o reservatório Umari, localizado em Upanema, apresenta 57,43% de sua capacidade, com volume armazenado de 168.164.048 m³. O manancial possui capacidade total de 292.813.650 m³.
Entre os reservatórios monitorados pelo IGARN, 13 estão com volume superior a 80% da capacidade. Estão com 100% de armazenamento os reservatórios Flechas, em José da Penha; Lagoa de Pium, em Nísia Floresta; Lagoa do Jiqui, em Parnamirim; e Arapuá, em José da Penha. Também apresentam volumes elevados a Lagoa de Boqueirão, em Touros (92,92%); Campo Grande, em São Paulo do Potengi (89,87%); Lagoa Extremoz, em Extremoz (88,11%); Rodeador, em Umarizal (87,28%); Riacho da Cruz II, em Riacho da Cruz (83,73%); Encanto, em Encanto (83,46%); Riachão, em Rodolfo Fernandes (81,89%); Gangorra, em Rafael Fernandes (81,75%); e Pinga, em Cerro Corá (80,37%).
Por outro lado, 14 reservatórios estão com menos de 10% da capacidade, demonstrando a persistência de situações críticas em determinadas regiões do Estado. Os menores percentuais são registrados na Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,03%); Dourado, em Currais Novos (0,11%); Itans, em Caicó (0,36%); Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,20%); Mundo Novo, em Caicó (1,25%); Alecrim, em Santana do Matos (1,51%); Zangarelhas, em Jardim do Seridó (1,97%); Totoró, em Currais Novos (2,31%); 25 de Março, em Pau dos Ferros (4,51%); Esguicho, em Ouro Branco (4,51%); Currais Novos, em Currais Novos (4,87%); Boqueirão de Parelhas, em Parelhas (7,17%); Sabugi, em São João do Sabugi (7,19%); e Caldeirão de Parelhas, em Parelhas (7,45%).
O IGARN segue realizando o monitoramento sistemático dos reservatórios e adotando medidas de gestão transparente para garantir o uso sustentável da água disponível.


