A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) orientou a população a evitar o consumo de 9 espécies de peixes após o aumento dos casos de intoxicação por ciguatera no estado. No primeiro semestre de 2026, o RN registrou 141 casos da doença, alta de 60,2% em relação aos 88 casos contabilizados durante todo o ano de 2025.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, a recomendação foi adotada porque parte dos casos registrados está associada ao consumo de arabaiana (Seriola spp.), bicuda ou barracuda (Sphyraena spp.), cioba (Lutjanus spp.), dourado (Coryphaena spp.), galo-do-alto (Selene spp.), pargo-preto (Pagrus spp.), pescada-branca (Cynoscion leiarchus), robalo (Centropomus spp.) e sirigado ou badejo (Mycteroperca spp.).
“Observou-se que alguns casos de intoxicação pela ciguatera se deram no consumo desses peixes. Todos os demais frutos do mar e os demais peixes podem ser consumidos”, afirmou Alexandre Motta.
O secretário ressaltou ainda que a recomendação é preventiva e não deve comprometer a cadeia produtiva da pesca no estado. “É importante lembrar que essa é uma cadeia produtiva importante para as pessoas, para os pescadores e para quem vende pescado, e ela precisa ser mantida”, destacou.
A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados pela ciguatoxina, uma neurotoxina que não altera a cor, o cheiro nem o sabor do pescado. Os sintomas podem surgir de poucos minutos até 48 horas após o consumo e incluem dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, coceira intensa, dores no corpo, formigamento, alteração da percepção de temperatura, dor de cabeça, fraqueza, tontura e gosto metálico na boca. Em casos mais graves, podem ocorrer queda da pressão arterial e diminuição dos batimentos cardíacos.
A Sesap orienta que pessoas com sintomas após o consumo de pescado procurem atendimento médico imediatamente. A secretaria reforça que a recomendação se restringe às 9 espécies associadas aos casos investigados e que os demais peixes e frutos do mar podem ser consumidos normalmente.

