Um evento sísmico de baixa magnitude foi registrado no estado do Rio Grande do Norte e monitorado por especialistas. O abalo ocorreu na segunda-feira (13), na região do município de Currais Novos, segundo dados do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN).
O tremor foi detectado às 15h52 no horário universal coordenado, equivalente a 12h52 no horário de Brasília, por meio da rede de estações sismográficas que cobre o Nordeste brasileiro. A magnitude preliminar do evento foi estimada em 1,5 mR.
De acordo com os especialistas, devido à baixa intensidade, a probabilidade de o abalo ter sido percebido pela população é considerada muito pequena.
Monitoramento
O LabSis/UFRN mantém acompanhamento permanente da atividade sísmica no estado e em toda a região Nordeste. A detecção de tremores, mesmo de baixa magnitude, é importante para a compreensão do comportamento geológico da região e para a construção de séries históricas de dados.
Os registros são feitos por uma rede de equipamentos sensíveis capazes de identificar vibrações imperceptíveis ao ser humano.
Dados
O laboratório ressalta que os parâmetros divulgados são preliminares e podem passar por revisão em boletins posteriores, à medida que novas análises são realizadas. Mesmo sem risco imediato, o monitoramento contínuo permite maior precisão nas informações e contribui para estudos científicos sobre a atividade sísmica no Brasil.
Eventos de baixa magnitude como este são relativamente comuns e, na maioria dos casos, não representam perigo para a população.
Magnitudes
A magnitude de um terremoto mede a energia liberada no abalo sísmico. Em geral, abalos abaixo de 2 não são percebidos, entre 3 e 4 podem ser sentidos, e acima de 5 já têm potencial de causar danos. Tremores superiores a 7 são considerados fortes e podem provocar destruição significativa.
Alguns terremotos marcaram a história pelo nível de destruição e impacto humano. Em 2010, o Haiti foi devastado por um tremor de magnitude 7,0 que deixou mais de 200 mil mortos.
Já o Japão enfrentou, em 2011, um dos maiores já registrados, de magnitude 9,0, que gerou um tsunami e causou o desastre nuclear de Fukushima. Outro exemplo é o terremoto do Chile em 1960, o mais forte já medido, com magnitude 9,5.
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