Informações do Estadão
Cientistas políticos e especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo Estadão/Broadcast avaliam que a regulamentação atual sobre a realização pesquisas eleitorais deixa brechas para a indução do eleitorado, mas ponderam que é preciso cautela para não restringir excessivamente a atividade dos institutos de pesquisa.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estuda definir parâmetros para as pesquisas após a suspensão de um levantamento AtlasIntel pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.
No julgamento do referendo da liminar de Nunes Marques – suspenso por pedido de vista –, ministros deram sinais do que deve ser discutido: a ordem das perguntas e os limites entre o que é “induzimento” e o que não é. “O que nós vamos discutir neste caso é o futuro: pesquisa pode tudo ou não pode, e qual é o limite entre o que é induzimento e o que não é. Esse limite não pode ser subjetivo”, afirmou o ministro Dias Toffoli. O ministro André Mendonça emendou: “E nem tendencioso”.
Para Beto Vasques, mestre em Ciência Política e coordenador do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), há pelo menos três perguntas que deveriam ser mais protegidas pela Justiça Eleitoral: avaliação e aprovação de governo, intenção de voto e rejeição.


