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Varejo do RN acumula 2ª maior alta do NE e 4ª maior do Brasil em 2026

O varejo tradicional do Rio Grande do Norte acumula alta de 6% no primeiro quadrimestre de 2026. O crescimento potiguar é o segundo maior do Nordeste no período, atrás apenas de Pernambuco, que cresceu 11,9%. No Brasil, também se destacaram o Distrito Federal (7,3%) e o Acre (6,3%), o que deixa o desempenho do RN como o quarto melhor do Brasil nos quatro primeiros meses do ano.

No recorte de 12 meses, a variação potiguar foi de 6,3%, a maior do País. No entanto, levando em conta apenas os meses de março e abril deste ano, o setor varejista do RN apresentou pequena variação negativa (de 0,1%). Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No comparativo dos dois meses, todos os estados da região Nordeste apresentaram queda. O recuo do varejo potiguar, no entanto, foi o menor entre as nove unidades federativas. Na comparação entre abril deste ano com abril de 2025, o volume de vendas do comércio tradicional cresceu 4,8% no RN.

Já o comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo tradicional, atividades como comércio de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, teve alta de 0,6% no RN. No Nordeste, também houve desempenho positivo no varejo ampliado de Pernambuco (0,3%) e do Maranhão (2,2%).

Seis estados apresentaram queda: Alagoas (-0,4%), Sergipe (-0,5%), Ceará (-0,8%), Paraíba (-1,1%), Bahia (-1,8%) e Piauí (-2,3%). No acumulado de 2026, o Rio Grande do Norte apresentou crescimento de 4,2% no comércio varejista ampliado, a quarta maior alta do Nordeste. Em 12 meses, por sua vez, a elevação para o varejo ampliado do RN foi de 3,6%, também a maior da região Nordeste.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL), José Lucena, a variação negativa registrada entre março e abril no RN representa uma estabilidade no setor e não altera o cenário positivo observado ao longo do ano.

“Trata-se de uma oscilação muito pequena, que pode ser explicada por fatores sazonais, pelo calendário do período e pelo comportamento natural do consumo entre os meses. O mais importante é observar e ficar atento aos indicadores de médio e longo prazo, que continuam demonstrando fortalecimento da atividade comercial no estado”, declara.

Ainda segundo Lucena, os resultados observados ao longo de 2026 e nos últimos 12 meses no RN confirmam a trajetória positiva, sustentada pela manutenção do consumo, pela geração de empregos e pela circulação de renda na economia.

“Nosso consumidor permanece ativo, embora mais cauteloso diante do cenário de juros elevados e crédito mais restrito. Por isso, pequenas oscilações mensais são naturais e devem ser analisadas dentro de um contexto mais amplo, que continua apontando crescimento e resiliência do comércio do RN”, pontua.

Na loja em que Maria Isabel trabalha, na Cidade Alta, em Natal, o cenário tem se mostrado positivo em 2026, inclusive no período de recuo registrado pelo IBGE. “Em abril, mesmo com a Páscoa, quando as pessoas direcionam a maior parte do consumo para a alimentação, nós tivemos um resultado muito bom. No mês passado, com o Dia das Mães, vendemos muito bem também”, falou Maria Isabel, que trabalha em uma loja de roupas na Av. Rio Branco.

Setor varejista mostra resiliência no RN
De acordo com o economista Helder Cavalcanti, os números mostram a resiliência e a capacidade de reação do setor, especialmente quando são levados em consideração os recortes dos períodos acumulados. Segundo ele, a leve retração entre abril e março não deve gerar preocupações.

“Do ponto de vista comportamental, a explicação para a leve retração passa pela acomodação natural do consumo após períodos de maior circulação de renda. O consumidor brasileiro costuma responder rapidamente aos estímulos de renda disponível, mas também ajusta seu comportamento quando percebe aumento do comprometimento do orçamento”, avalia Cavalcanti.

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