Vigilante que sacou arma durante manifestação contra feminicídio em Natal não tem porte

O homem identificado como o vigilante Betuel Silva Chagas, de 39 anos, que apontou uma arma de fogo contra manifestantes que faziam um ato no centro comercial do Alecrim contra o feminicídio e em homenagem ao Agosto Lilás na última quarta (25), não tem porte de arma, segundo informação repassada pela Polícia Civil que esclareceu, porém, que a arma é legalizada.

Betuel, que já chegou a dar entrevista à agência Saiba Mais, não quis se manifestar sobre o assunto e explicou que dará declarações somente à justiça daqui pra frente. Durante a manifestação, um grupo formado majoritariamente por mulheres, cobrava resposta para o caso da jovem Joice Cilene, morta a facadas pelo ex-companheiro uma semana antes, naquele mesmo local. O vigilante, que estava de moto, tentou forçar a passagem e provocou confusão ao sacar uma arma de fogo no meio do protesto. Em sua defesa, Betuel chegou a dizer que puxou a arma da cintura porque estava sofrendo linchamento e temia ser morto.

“Quando eu vi uma das líderes, que eu conhecia, fui lá dizer que aquilo não é bom, porque joga a sociedade contra. Eu estava indo pegar meu filho na Zona Norte, voltei pra moto e fiquei lá muito tempo até que tentei passar devagar, com os pés no chão”, contou o vigilante em matéria anterior.

Está programada para esta sexta (27) a oitiva de algumas mulheres que estavam na manifestação no Alecrim. Betuel, que já prestou depoimento à polícia, poderá responder por porte ilegal de arma.

Agência Saiba Mais*

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