Zenaide repudia violências contra mulheres e cobra investigação de desembargador por falas machistas

Procuradora Especial da Mulher no Senado Federal, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) foi à tribuna do plenário, na sessão desta terça-feira (09), novamente denunciar e pedir investigação de crimes recorrentes de violência contra a população feminina do país. No pronunciamento, a parlamentar repudiou o comportamento de um desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, Luis Cesar de Paula Espíndola, que afirmou recentemente, durante julgamento do caso de uma menina de 12 anos assediada por um professor, que “as mulheres estão loucas atrás de homens”. Zenaide pediu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigue com “rigor e celeridade” o juiz.

Um magistrado que se comporta desse jeito estimula e dá exemplo para agressores violentarem as mulheres brasileiras, porque haverá a clara sensação de apoio de poderosos na impunidade. Repudio veementemente as lamentáveis declarações deste desembargador de um tribunal que refletem um preconceito arcaico e inimigo da equidade de gênero e dos direitos das mulheres. O CNJ já foi acionado e é fundamental que investigue a fundo e com rigor a conduta desse representante do Judiciário’, afirmou a senadora.

A parlamentar chamou a atenção para casos frequentes de agressões física, moral, patrimonial, psicológica e política contra mulheres, cometidos por funcionários de alto escalão do Estado brasileiro nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. “É condenável que comportamentos machistas e misóginos sejam ecoados até por quem tem posições de decisão importantes no Judiciário, Poder responsável por combater crimes e defender a dignidade humana”, observou.

Punição

Para Zenaide, apesar das conquistas significativas alcançadas nos últimos tempos – como avanços na legislação contra a violência doméstica e na ampliação da participação feminina na política e no mercado de trabalho -, declarações “de agentes públicos poderosos”, em várias situações repetidas cotidianamente, evidenciam a “necessidade urgente de mais educação, conscientização e punição” para combater o machismo e a misoginia.

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