A Procuradoria-Geral da República pediu a reabertura do inquérito que investigou o ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), sob suspeita de receber propinas da Odebrecht na eleição de 2010.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (4) pelo jornal Estado de S.Paulo.
Em manifestação enviada ao gabinete da ministra Rosa Weber, relatora do caso no Supremo Tribunal Federal, o vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros diz que ‘novos elementos de prova’ justificam a retomada da investigação.
Madeiros cita um laudo feito pela Polícia Federal a partir de uma inspeção nos sistemas de contabilidade paralela do Grupo Odebrecht, que só ficou pronto após o arquivamento do inquérito, embora tenha sido solicitado antes disso.
A PF encontrou menções a pagamentos que teriam beneficiado o grupo político do deputado e a endereços que podem estar ligados a ele.
De acordo com o relatório, Fábio Faria recebeu os codinomes de ‘Garanhão’ e ‘Bonitinho’. Já ao pai dele, o ex-governador potiguar Robinson Faria (PSD), é atribuída a alcunha de ‘Bonitão’.
O vice-procurador defende que o caso seja encaminhado para a Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte. Em 2019, o plenário do STF decidiu que a competência para julgar casos de corrupção e lavagem de dinheiro conexos a crimes eleitorais é da Justiça Eleitoral.


