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Derrota de Eduardo Bolsonaro: sistema Swift sinaliza que não aplicará sanções dos EUA a Moraes

A ofensiva do governo dos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes, articulada por Donald Trump com apoio de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sofreu um revés importante nesta quinta-feira (14). Em reunião com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o chefe global de Assuntos Corporativos do Swift, Hayden Allan, deixou claro que a rede internacional de mensagens bancárias “não está sujeita a sanções arbitrárias de países específicos”.

O Swift, sediado na Bélgica, conecta mais de 11.500 instituições financeiras em mais de 200 países e segue exclusivamente a legislação da União Europeia. Isso significa que as sanções impostas por Trump a Moraes pela chamada Lei Magnitsky — que preveem bloqueio de ativos e proibição de transações com empresas americanas — não terão efeito automático, ao menos a princípio, sobre as operações bancárias do ministro no Brasil.

Durigan anunciou o resultado do encontro pelas redes sociais.

“Hayden esclareceu que o Swift, sediado na Bélgica, segue o marco legal europeu e não está sujeito a sanções arbitrárias de países específicos”, afirmou.

O secretário destacou ainda que o Brasil é “um país soberano, democrático e autônomo, que respeita todos os países e exige reciprocidade” e celebrou o fato de o país estar entre os maiores usuários do sistema no mundo.

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