O câncer de colo do útero pode ser prevenido em até 90% a 95% dos casos com rastreamento do HPV e vacinação, segundo a médica Almerinda Queiroz, em entrevista ao programa Boa Tarde RN, da Band RN. A ginecologista destacou que a principal estratégia é a prevenção por meio de exames periódicos e imunização.
A médica explicou que o exame preventivo deve ser iniciado entre 25 e 64 anos. Ela destacou o papel do Papanicolau e das novas técnicas de rastreamento. “Hoje, nós temos a genotipagem que pesquisa o vírus chamado HPV”.
“E quando a gente lança a mão da genotipagem, a gente consegue segurar o câncer de colo em 90%, 95%”. A faixa etária mais vulnerável, segundo a médica, é a de mulheres com vida sexual ativa. “É tanto que, a partir dos 25, é quando a gente preconiza começar a fazer a prevenção”.
A periodicidade dos exames pode variar conforme os resultados. “A partir de dois exames citológicos normais, você pode repetir a cada 3 anos”. Já em casos com exames e teste de HPV negativos, o intervalo pode ser maior, a cada 5 anos.
Almerinda Queiroz alertou que a doença é silenciosa. “Ele tem uma incidência, digamos, lenta, e ele é silencioso”. Os sinais, quando aparecem, costumam indicar estágio avançado. “Quando ele já está bastante avançado, tem uma coisa que a gente chama de sinusiorragia, que é um sangramento durante a relação”.
A médica também destacou a importância da vacinação. “Na rede pública, nós temos a Quadrivalente, que protege de quatro vírus principais. Dentre eles, o 16 e o 18, que são os causadores mais ofensivos ao colo”. Segundo ela, a vacina está disponível na rede pública para crianças e adolescentes. “Ela está disponível na rede pública de crianças, meninos e meninas de 9 a 14 anos”. Ainda assim, recomendou a imunização em outras idades.
A médica explicou que nem toda infecção por HPV evolui para câncer, mas alertou para fatores de risco. “Se tiver uma imunidade baixa, não for saudável e tiver um vírus extremamente agressivo, a probabilidade dela desenvolver câncer é maior”.


