A história do ex-jogador do Fluminese e Cruzeiro que vende paçoca no semáforo (vídeo)

Conhecido por muitos moradores de Tubarão (SC) por vender paçoquinhas nos semáforos da cidade, Helder Francisco de Araújo carrega uma história marcada por glórias no futebol, perdas pessoais e recomeços. Aos 67 anos, ele revelou detalhes de sua trajetória em entrevista ao perfil “A Vida que Ninguém Vê”.

Antes de enfrentar dificuldades financeiras e viver nas ruas, Helder teve uma carreira como jogador profissional e passou por clubes tradicionais do futebol brasileiro, como Sport Club InternacionalFluminense Football ClubCruzeiro Esporte Clube e Esporte Clube Vitória, além de equipes do interior gaúcho.

Durante sua passagem pelo Internacional, Helder chegou a atuar ao lado de Elías Figueroa, considerado um dos maiores jogadores da história do Chile.

Álcool e drogas

Apesar da carreira promissora, a vida do ex-atleta tomou outro rumo. Segundo ele, o envolvimento com álcool e drogas acabou destruindo o patrimônio conquistado no futebol e provocou o encerramento precoce da carreira. Helder admite que guarda mágoas daquele período, mas reconhece que suas próprias escolhas contribuíram para a queda.

Hoje, vivendo de forma simples, ele sobrevive da venda de paçocas nos cruzamentos de Tubarão. Mesmo diante das dificuldades, afirma ter aprendido a valorizar pequenas conquistas e diz encontrar felicidade na vida que leva atualmente.

Acolhida

Na entrevista, Helder também demonstrou gratidão pela acolhida recebida na cidade catarinense. Ele contou que chegou a Tubarão em situação extrema, morando nas ruas e enfrentando momentos de sofrimento, mas encontrou apoio e solidariedade da população local.

“Ele sabe que não pode mudar o passado. Mas acredita que sempre é possível recomeçar e escolher um caminho diferente”, destacou a reportagem do projeto “A Vida que Ninguém Vê”.

A história foi publicada originalmente no perfil “A Vida que Ninguém Vê”, com edição e texto do jornalista Maciel Brognoli, responsável pela entrevista original.

Revista Fórum*

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