Por – Alicia Klein – Sabe aquele familiar que todo mundo torce para não aparecer nos eventos de família? Donald Trump é esse cara. E Gianni Infantino é o cara que convida o penetra desagradável para atrapalhar a festa. Como já fizera no Mundial de Clubes, arrastou Donald Trump para a premiação dessa Copa, apenas para precisar arrastá-lo do pódio, na tentativa de tirá-lo da foto oficial da campeã Espanha.
Talvez fosse impossível evitar sua presença na entrega de medalhas, ao lado da presidente do México e do primeiro-ministro do Canadá, como líderes dos três países-sede da competição, além do rei da Espanha. Entrar sozinho ao seu lado e convidá-lo para entregar com ele a taça aos vencedores foram escolhas de Infantino.
Já faz tempo que o presidente da Fifa escolheu lamber as botas de Trump, mas ainda surpreende sua incapacidade de preservar o momento mais glorioso da competição mais importante que sua entidade organiza. Poderia ter a decência, em respeito ao cargo que ocupa, de proteger o ápice da carreira de um atleta de futebol das garras de um homem sem nenhuma noção de decoro. Mas se nem da isonomia do torneio ele cuidou, para não se desgastar com o “migo”, por que faria algo agora?

