O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (7), durante sua quarta visita ao Rio Grande do Sul desde o início das enchentes que, desde o início de maio, atingiram mais de 2 milhões de pessoas, mais um pacote de medidas que visa auxiliar os trabalhadores e empresas mais afetados pela catástrofe climática no estado.
Ao discursar na cidade de Arroio do Meio, Lula informou que serão publicadas nos próximos dias Medidas Provisórias (MP) que garantirão recursos para o pagamento de dois salários mínimos (R$ 1.412,00 cada parcela) a 434 mil trabalhadores formais.
A primeira parcela deve ser liberada em julho, com um investimento total previsto de aproximadamente R$ 1 bilhão, autorizado por meio de crédito extraordinário. A segunda será liberada em agosto.
Tal iniciativa, segundo o presidente e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, beneficiará trabalhadores de empresas situadas em áreas afetadas, incluindo 326 mil celetistas, 42 mil trabalhadores domésticos, 36 mil estagiários e 27 mil pescadores artesanais. As empresas beneficiadas terão a obrigação de manter os trabalhadores empregados por pelo menos quatro meses, sem redução de salários.
“O Governo Federal vai cuidar de todas as áreas da saúde e da educação que tiveram problemas. Vai fazer com que todas as pessoas que perderam suas casas tenham suas casinhas de volta, para poder morar dignamente. Isso é compromisso assumido”, disse Lula.
🚨Presidente @LulaOficial assinou hoje uma medida para manutenção dos empregos no RS. Com ela:
— Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) June 6, 2024
➡️ Cada trabalhador formal atingido pelas enchentes vai receber 2 parcelas no valor de 1 salário mínimo cada.
➡️ Em contrapartida, as empresas que aderirem ao programa se comprometem… pic.twitter.com/Rn3TxVMcI9
“Vamos oferecer duas parcelas de um salário mínimo a todos os trabalhadores formais do estado do Rio Grande do Sul que foram atingidos na mancha. Não simplesmente nos municípios em calamidade, os municípios em situação de emergência, desde que esteja atingido pela mancha da inundação”, declarou, por sua vez, o ministro Luiz Marinho.


