Artigo: Resenhas políticas do RN Parte 4

Por Antônio Neves – professor e historiador

O VALE TUDO DA FAMÍLIA ALVES

Parece que o período de caça às bruxas da família Alves passou. Depois de derrotas, prisões e desentendimentos, o clã aluisista volta à cena em grande estilo, fazendo o que sempre soube fazer com maestria – Política – e não perde tempo; separados ou divididos, estão aí para ocupar espaço e se manter no poder sem maiores danos.

 No campo dos desentendimentos a vítima da vez foi o ex-deputado Henrique Alves que terminou sendo preterido e convidado, elegantemente, a sair do partido (MDB) pelos seus primos Garibaldi e Walter Alves. Em meio a um clima de despejo, o mais legítimo dos bacuraus viu-se forçado, por via das circunstâncias e conveniências eleitorais de seus ex-aliados a buscar uma legenda que o acolhesse e lhe desse garantias, assim, foi alojar-se no PSB do federal Rafael Mota, a quem já declarou apoio para o Senado, numa provocativa ofensiva contra seu também primo, Carlos Eduardo (PDT).

Mas se engana quem pensa que esse divórcio é duradouro. A separação ou a (re)união do clã vai depender do resultado da dinâmica eleitoral em que estão inseridos e como o cenário político irá se comportar nos próximos anos. As alianças que estão nos dedos desses atores é escorregadia tanto quanto os motivos que os separam.

   Em meio a tantas especulações uma coisa já é certa, os oligarcas continuam politicamente vivos, os três que ainda têm fôlego para uma disputa eleitoral estão bem acomodados na disputa do poder. Walter vai ser vice-governador de Fátima Bezerra (PT) já pensando em 2026, Garibaldi pavimenta seu retorno a Brasília para se recompor da derrota de 2018 e Henrique fará de tudo para mostrar o peso que um bacurau legítimo tem na memória dos seus eleitores. Só falta ressuscitar o velho Aluísio, juntar a “Gentinha” e reeditar a Caravana da Esperança!

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